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O Eu entre o Poder, a Mentira e as Realidades
Partindo de uma crítica à condenação kantiana de toda e qualquer mentira, faz-se uma análise da relação entre a decisão de revelar a verdade e as instâncias de poder em que o sujeito se insere. Dada a introjeção das estruturas de poder e seu papel nas deliberações do Eu Consciente, concluímos que mentir implica num reconhecimento do poder da figura a quem se mente. Do ato leviano de mentir decorre prejuízo irreparável ao teste de realidade de quem mente.
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